domingo, 21 de setembro de 2014

Gritos de 'branquelo' contra Aranha é crime racial, afirmam advogados


Cidadania








#COMENTÁRIO

Começo o comentário com um questionamento. Quem já não correu atrás de uma bola em um campinho de bairro, num terreno baldio, na rua...
Se você é um feliz craque que não teve um futuro brilhante no futebol ou mesmo um “perna de pau” sem jeito para o negócio, sabe muito bem o que vamos comentar, você certamente  já vivenciou isto. Estou falando do que se diz do lado de fora das quatro linhas, da calçada, dos ficaram encostados nas cercas à espera de uma chance de entrar na grande peleja que está sendo disputada às custas de caneladas e torções infindáveis, tombos... Quantos tombos!
Pois é, os tombos não importam aqui, o que importa é o que dizem, o que lhe chamam quando erra um lance, quando você joga mal e o outro quer entrar em seu lugar... Se lembra? É disso que quero comentar, traçar um paralelo com os nossos queridos heróis, jogadores de vidro, sensíveis, sempre tão cansados... Longe de ater-se ao mérito da questão do racismo, que deve ser punido mesmo, e essas punições têm que ser caras... Caras em dinheiro, caras em moral. Um racista não merece a menor consideração.

Mas aonde quero chegar é a sensibilidade dos jogadores especialmente, num esporte que até pouco tempo atrás era considerado de machos, de homens, era demonstração de habilidade, resistência, agilidade e força bruta, de uma hora para outra nossos heróis do futebol passam a chorar em público por nada, passam a serem sensíveis por qualquer coisa que falem, levando a extremos de processos cíveis por qualquer motivo e aquilo que deveria ser um espetáculo, passa a ser uma demonstração de poderio advocatício e um toma lá da cá na mídia, um "ping pong" entre o ofendido e o ofensor.

Não tem algo errado em tudo isso?

#Disse

Carlos Leonardo



#CONVITE

Você não acha nossos jogadores tão frágeis, tão sensíveis?

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RAFAEL REIS - DE SÃO PAULO - 20/09/2014 

Aranha voltou a ser alvo de injúrias raciais de torcedores do Grêmio, avaliam advogados ouvidos pela reportagem.
Nesta sexta (dia 18), ao desembarcar em São Paulo vindo de Porto Alegre, o goleiro do Santos disse que foi chamado de "branquelo" pela torcida do time rival durante o jogo entre Grêmio e Santos na noite de quinta (dia 17).
"Não me chamaram de preto fedido, mas de branquelo. Era piada?", indagou o goleiro, que também foi vaiado diversas vezes durante o jogo.
Essa partida aconteceu 21 dias depois que ele foi ofendido com gritos de "macaco" na Arena Grêmio, em episódio que levou à exclusão do clube da Copa do Brasil.
Além do "branquelo" mencionado por Aranha, imagens do site "Globoesporte.com" mostram um gremista gritando "Branca de Neve" em direção ao goleiro. São, afinal, novas ações racistas?
"O que vale é a intenção, não a palavra usada. Não importa se você fala uma palavra que é o oposto da original com a mesma intenção de ofender. Se há um componente racial, você deve aplicar essa lei", avalia o advogado Mário Solimene Filho, especialista em questões de diversidade racial e sexual.
O advogado Dojival Vieira dos Santos, presidente de uma ONG que combate o racismo, é mais enfático. Ele cobra que o Grêmio receba uma nova punição, semelhante à que o tirou da Copa do Brasil.
"Não há dúvida de que aconteceu ontem [quinta] o mesmo que havia ocorrido em agosto, com o agravante da reincidência. A lei diz que não se pode utilizar elementos referentes a cor ou raça em ofensas", afirma.
Já diretor jurídico do Grêmio, Thiago Brunetto, disse não ter ouvido ofensas dirigidas ao goleiro, apenas vaias.
"É evidente que o goleiro ganhou o protagonismo por causa dessa situação lamentável e que a torcida do Grêmio pegou no pé, vaiou o jogo inteiro. Campo de futebol não é shopping, não é um ambiente de educação. Não podemos criminalizar a vaia."

O procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, disse que, por ora, não irá investigar o comportamento da torcida gremista no reencontro com o goleiro do Santos. Para ele, não há "registros de ocorrências significativas". 

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